Ridendo castigat mores: o provérvio latino, que significa “ com o riso castigam-se
os costumes”, é o que melhor define o humor, que, a meu ver, é tão melhor quanto
mais do contra for. Grandes nomes do humorismo brasileiro forjaram sua graça na
crítica aos costumes e aos poderosos. Só para não ir muito longe no tempo, ,podemos
citar Henfil, Jaguar,Ziraldo,Millor Fernandes, Stanislaw Ponte Preta ( o
inspirador de todos os anteriores), que tiveram seus
momentos de auge desafiando os canhões da ditadura com seus desenhos e frases
ferinas.
A ascensão do lulopetismo ao poder, há 13 anos,acabou
criando uma coisa esquisita , o humor a favor.Grande parte dos grandes
humoristas do passado era admiradora de Lula e do PT e quando estes chegaram
ao poder,por constrangimento próprio ,ou por cooptação mesmo, resolveu poupá-los
. Resultado: o Brasil ficou mais sem graça.Primeiro, porque alguns desses humoristas
, por pudor,deixaram de atuar. Depois, porque os despudorados resolveram, mesmo, vender o riso. E alguns o fizeram da pior
maneira possível: voltando seu sarcasmo e irreverência contra os opositores
do Governo. Deve ter sido a primeira vez que isso ocorreu no mundo.
De uns tempos para cá, porém,com a crescente rejeição de
Lula e PT, observa-se o retorno do humor- contra, o melhor dos humores.Que ficou mais deletério, ainda,por
causa da internet, um espaço imensamente maior do que as páginas de jornais ou revistas de que dispunham os artistas antigos .
O chargista Roque Sponholz, que publica seus trabalhos no site Diario do Poder ( diariodopoder.com.br) mostra que o bom e velho humor
do contra está de volta . Seja bem vindo.

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