quinta-feira, 21 de março de 2013

Integridade versus dinheiro

Hardol, Calvin e, no detalhe, Bill Waterson
Em um mundo onde a regra é vender a alma ao diabo por dinheiro, nunca é demais ressaltar gente que abre mão de fortunas em nome de valores que consideram mais elevados. É o caso do desenhista norte-americano Bill Waterson, criador dos personagens de histórias em quadrinhos Calvin e Harold. Entre 1985 e 1995, as aventuras do garotinho de seis anos ( Calvin) e seu tigre de pelúcia, com quem ele mantinha permanente diálogo, conquistaram milhões de leitores em todo o mundo. As tiras diárias eram publicadas em milhares de jornais de cerca de 40 países ( no Brasil, saem no Estado de S.Paulo).Os livros com compilações dessas tiras venderam 15 milhões de exemplares.

Você perguntaria: mas se houve tanto sucesso, porque não vemos  desenhos animados,  camisetas, brinquedos, canecas, lápis, cadernos e outros  tipos de quinquilharia com imagens dos personagens?  Isso não ocorre porque Waterson nunca autorizou o licenciamento , apesar da insistência dos editores, pressionados pela indústria.Se o fizesse, o desenhista, atualmente com 55  anos,  seria multimilionário, a exemplo, por exemplo, para citar só um caso conhecido, de Maurício de Souza, que tem ido às penúltimas consequências para fazer aumentar sua fortuna com as imagens de Mônica, Cascão, Cebolinha e sua turma.
Bill Waterson, também para manter a integridade de seu trabalho, parou de fazer as tirinhas de Calvin e Haroldo em 1995.Entendia que estava perdendo a criatividade e não queria ficar repetindo-se. Aposentou-se e foi morar em Cleveland, com a mulher. Hoje, dedica-se à pintura.

( veja a íntegra das explicações de Bill em http://depositodocalvin.blogspot.com.br/2011/05/licenciamento.html ) " 


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