Nos anos 80 do século 20, pessoas de mesma atividade social e credo religioso decidiram criar grupos nos quais aliavam suas práticas cotidianas às espirituais. Foi quando apareceram entidades como Atletas de Cristo, Surfistas de Cristo, Empresários de Cristo, entre outras. Estes grupos existem ainda hoje e sua importância vai além dos benefícios que propiciam a seus integrantes, pois constituem bons exemplos de padrões éticos de convivência em sociedade.
Mas, é claro, não demorou muito para surgirem aberrações.No Rio de Janeiro, apareceram, na década seguinte, os " Traficantes de Cristo".Biblia em uma mão, fuzil na outra, seus líderes chegaram a dar entrevistas à TV, nas quais, em um palavreado em que misturavam baixas gírias a trechos bíblicos, falavam de suas atividades religiosas, certamente desenvolvidas entre uma e outra ação de seu comércio da morte.
Agora, neste início de século 21, não será surpresa se surgirem os "Corruptos de Cristo". O sinal mais forte desta tendência foi o que aconteceu recentemente, na esteira do escândalo de corrupção envolvendo o governador de Brasília, José Roberto Arruda.Em um dos diversos vídeos veiculados pela Internet e TV, aparecem dois deputados e um assessor de Arruda orando em agradecimento a Deus pela suborno que haviam acabado de repartir. E pedindo proteção para os distribuidores do dinheiro, um ato batizado pela imprensa de " oração da propina".
Este é um exemplo extremo .Outros casos já evidenciavam a tendência ao estabelecimento da cumplicidade entre a corrupção e Deus. Recorde-se, por exemplo, da dupla de pastores, flagrada levando ilegalmente dólares para o Exterior, e que usou uma Bíblia para esconder parte do dinheiro. Esta dupla., fundadora e líder de uma milionária seita religiosa, foi condenada à prisão nos Estados Unidos e no Brasil por evasão de divisas . Lembre-se ainda de outro todo-poderoso líder de seita não menos poderosa, processado por vários crimes no País- o último deles por importação irregular de equipamentos e falsificação de documentos- e que, preso aqui,há alguns anos, acusado de curandeirismo, fez questão de ser fotografado na cela com uma Bíblia na mão.
Qual é o deus dessa gente?
Mas, é claro, não demorou muito para surgirem aberrações.No Rio de Janeiro, apareceram, na década seguinte, os " Traficantes de Cristo".Biblia em uma mão, fuzil na outra, seus líderes chegaram a dar entrevistas à TV, nas quais, em um palavreado em que misturavam baixas gírias a trechos bíblicos, falavam de suas atividades religiosas, certamente desenvolvidas entre uma e outra ação de seu comércio da morte.
Agora, neste início de século 21, não será surpresa se surgirem os "Corruptos de Cristo". O sinal mais forte desta tendência foi o que aconteceu recentemente, na esteira do escândalo de corrupção envolvendo o governador de Brasília, José Roberto Arruda.Em um dos diversos vídeos veiculados pela Internet e TV, aparecem dois deputados e um assessor de Arruda orando em agradecimento a Deus pela suborno que haviam acabado de repartir. E pedindo proteção para os distribuidores do dinheiro, um ato batizado pela imprensa de " oração da propina".
Este é um exemplo extremo .Outros casos já evidenciavam a tendência ao estabelecimento da cumplicidade entre a corrupção e Deus. Recorde-se, por exemplo, da dupla de pastores, flagrada levando ilegalmente dólares para o Exterior, e que usou uma Bíblia para esconder parte do dinheiro. Esta dupla., fundadora e líder de uma milionária seita religiosa, foi condenada à prisão nos Estados Unidos e no Brasil por evasão de divisas . Lembre-se ainda de outro todo-poderoso líder de seita não menos poderosa, processado por vários crimes no País- o último deles por importação irregular de equipamentos e falsificação de documentos- e que, preso aqui,há alguns anos, acusado de curandeirismo, fez questão de ser fotografado na cela com uma Bíblia na mão.
Qual é o deus dessa gente?





